Conversa com Héliton Tavares e Fabiana Rewald
Confira as perguntas que fiz ao diretor do Inep, Héliton Tavares e à jornalista Fabiana Rewald. As perguntas foram feitas no dia 15 de julho, em um bate-papo confuso e desorganizado, realizado entre as 15h e 16h, no UOL.
Rafael Iglesias: Quais as principais diferenças entre o antigo e o novo Enem? Por que mudá-lo?
Heliton Tavares: Há vários motivos. O Enem tradicional não teve por objetivo a avaliação das habilidades competências efetivamente trabalhados na educação básica, o que hoje é essencial para eeito de planejamento escolar pedagógi das escolas. Outro motivo refere-se à medoda propriamente, já notiiciadas desde o ano passado. Gostaríamos de incluir novas funcinalidades, tal como comparabilidade ao longo do tempo, para que pudéssemos adotar mais de um enem por ano, se for de interesse.
Rafael Iglesias: Na internet li sobre o método antichute. Como vai funcionar?
Heliton Tavares: método para construção da nota échamado Teoria da Resposta ao Item (TRI), e há muita matéria na Internet sobre ele. Como tudo o que é tecnicamente melhor, ele é mais complicado, mas muito mais justo.
Rafael Iglesias: Por que fazer o Enem?
Heliton Tavares: O objetivo das universidades não é gastar energia com os vestibulares, por isso muitas terceirizam para empresas, e estas empresas fazem as provas, inclusive. O MEC pode contribuir muito nessa parte chamando para si a responsabilidade. O Enem é opcional, mas é uma oportunidade adicional que está sendo oferecida, agregada de outras possibilidades.
Rafael Iglesias: Alguns professores acham importante a “decoreba”. Como alunos que têm esse problema com professores vão poder interpretar questões de assuntos que não foram tratados a fundo em sala de aula?
Heliton Tavares: Rafael Iglesias, é por esse motivo que o MEC tem que orientar sobre tendências. As avaliações internacionais, mesmo o Enem, nunca teve por base o "decoreba". Lembre-se, conteúdo é fundamental, mas mais importante ainda é saber fazer uso do conhecimento aquirido.Essa concatenação precisa ser bem trabalhada.
Rafael Iglesias: É importante a participação de alunos que ainda não estão no terceiro ano [EM]? Por quê?
Fabiana Rewald: Rafael, o MEC não recomenda que alunos do primeiro e do segundo ano do ensino médio façam o Enem. De qualquer jeito, ele pode servir como treino. Você pode prestar novamente o exame quando estiver no terceiro ano.
Escrito por às 10:08:28
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